Uma educação transformadora e que dá resultados, no Brasil.

DSC01786

Em agosto do ano passado estivemos eu, Rafael, e o Welliton no Encontro Nacional dos Românticos Conspiradores, um grupo que se formou com a proposta de se criar uma rede colaborativa de pessoas que militam pela transformação da Educação Pública, vide http://romanticos-conspiradores.ning.com/page/sobre-o-rc. Fomos recebidos na Escola Municipal Amorim Lima, no Butantã, em São Paulo, onde duas estudantes nos apresentaram como se dá o aprendizado em uma instituição que praticamente aboliu a aula expositiva. A facilidade de comunicação das meninas impressionou a plateia de mais de cem pessoas, adultos sedentos por saber tudo o que acontecia ali de tão inovador.

A proposta não se resume a repensar o papel do professor,  não mais aqui um repassador de conhecimento, mas também de colocar em prática toda uma série de teorias que serviram de base para boa parte do conhecimento sobre o aprendizado, e que efetivamente muito pouco foram usadas. Ao contrário do que muitos podem pensar, e como bem provocou o professor José Pacheco, um dos criadores da Escola da Ponte, e referência de todos os ‘românticos’, o desafio na verdade é fazer com que se prove de onde vem a teoria que sustenta a ação da escola tradicional.

No outro dia fomos conhecer o Projeto Âncora, que existe há 16 anos e que atende crianças carentes da cidade de Cotia, na grande São Paulo. A ideia de um empresário filantropo floresceu e se transformou em uma escola, onde, mais radicalmente ainda, aboliu-se completamente a aula. Nem sala de aula há. Fomos agraciados com um vídeo produzido pelos próprios, demonstrando que ali existe enorme investimento em artes, tratada como atora principal e não como coadjuvante dos processos curriculares que a gente conhece.

Vale um passeio pela ideias, pelos modos e pela esperança. Alguns trechos das falas das meninas do Amorim vão abaixo. Espero que gostem.
Mais links de pesquisa:

http://bombalaio.net/2012/07/3-enarc-encontro-nacional-da-rede.html

http://amorimlima.org.br/

comentários

  • Nayara Lima | 31 de julho de 2012 às 15:40 | Responder

    A idéia do projeto me parece muito interessante. O ponto crucial e talvez o mais difícil, seja fazer com que os estudantes demonstrem o interesse sem ter aquela cobrança tradicional do professor. Porém, o despetar do interesse, pode ser algo conquistado pelos educadores, a partir do momento em que chamarem os alunos para refletirem e não só repetirem. Porque hoje temos a ilusão que as escolas ensinam a pensar, mas o que seria pensar ?
    Pensar exige reflexão, tempo, discussão, e não é o que temos hoje, pois vivemos no tempo em que tudo é rápido, tudo tem que ser “pra já”, fazendo assim com que as pessoas não pensem, apenas repitam o que escutaram de algúem.
    Enfim, é um grande desafio, mas que vale a pena ser conquistado !!!

    • candeia | 1 de agosto de 2012 às 12:26 | Responder

      Nayara, a proposta mexe com muita memória arraigada, aprendizados sedimentados e conceitos estabelecidos. Aceitar a mudança talvez implique em refletir sobre a própria prática e desaprender muito.

  • Ricardo | 6 de agosto de 2012 às 2:37 | Responder

    Ótima recepção! Semana de provas?!?! O que é isso? hauhauah

Deixe um comentário

Enviar comentário »